“ As vezes a gente tem que se tocar, e perceber que estar ali já não é mais suficiente, e persistir não lhe faz mais bem. Se tocar que tudo que começa tem um final, e ficar na dúvida se nos entristecer com isso, ou ficar aliviado que tudo isso vai ter fim. Feliz ou não, quem decide o desfecho não somos nós. Afinal, o que é mesmo um final feliz? Seria demasiadamente egoísta pensar em final feliz em certas ocasiões. Já parou pra pensar quantas pessoas foram feridas, magoadas, deixadas de lado, para que o seu “final feliz” se concretizasse? Seria altruísta demais pensar em abrir mão do que você pensa que seria sua felicidade para bem feitoria para com o próximo, ou próximos? Será que no mundo de hoje não há mais espaço para o altruísmo? Para o pensamento a longo prazo? Numa sociedade onde não há um pensamento a longo prazo, dificilmente pode haver um senso de destino compartilhado, um sentimento de irmandade. Deixamos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer coisa que não nós mesmos… Os valores estão se invertendo, mais isso não é culpa do indivíduo em si, mais do meio em que ele vem vivendo há um certo tempo. Afinal existe ou não existe pessoa boa ou ruim, o certo ou errado…? Cada um tem um motivo para suas atitudes, podem ser eles plausíveis e aceitáveis, ou maquiavélicos e psicopatas. O que existe é um referencial, existe o seu ponto de vista, e saiba, por vezes maioria, ele não vale de nada.
— madrugada de reflexão.
05.01.13 ♥ 0

